Imagens do Inconsciente

Théodore Géricault, pintor francês do século XIX, na fase derradeira do seu trabalho, dedicou-se à pintura dos pacientes mentais do seu psiquiatra, o doutor Étienne-Jean Georget, que o orientou  a dedicar-se a este trabalho como forma de terapia ocupacional. Géricault pintou uma série de dez retratos de doentes mentais que contém sentimentos de compaixão e crítica.

Géricault: Portrait of Insane
Woman, 1822

Visite também o site do  Museu de Imagens do Inconsciente da Psiquiatra brasileira Nise da Silveira. Muito interessante para quem é da área da Psicologia, Psiquiatria, Terapia Ocupacional, Arterapia.... e para o público em geral. ENJOY!!!

Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos

de Contardo Calligaris


"Vários autores recorrem ao formato 'cartas' ao escrever um livro. Lembrem de 'Cartas a um jovem poeta', de Rainer Maria Rilke, ou de 'As ligações perigosas', de Choderlos de Laclos, que o próprio Calligaris cita numa anedota ao final do livro.

(...) Nas cartas, Calligaris se dirige a dois jovens em início de carreira e procura dar-lhes uma noção do que é e do que não é ser terapeuta. Aborda temas polêmicos (como é de seu estilo) e trata também de questões clássicas tais como o que deve ser o setting, o que seria cura em psicoterapia, o que fazer com o amor transferencial, etc. Dentre os temas polêmicos, trata da eterna questão psicoterapia versus neurociências, sendo que fala da psicoterapia na sua vertente analítica, assim como da própria psicanálise."


HOUNIE, Ana Gabriela; DUQUE, Cláudio Augusto. Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos. Rev. Bras. Psiquiatr.,  São Paulo,  v. 27,  n. 2, June  2005 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462005000200024&lng=en&nrm=iso>. access on  18  Dec.  2010. 


O corpo, o outro e você, tudo a ver!

Por Natalia Bonfim

Como você lida com seu corpo e seus próprios preconceitos? Você é autêntico ao considerar o outro ou fala da boca para fora? Não faça do seu conhecimento apenas uma acumulação de teorias que podem não fazer intimamente sentido algum! Bertold Brecht escreveu certa vez: "A ciência conhece um único comando: contribuir com a ciência". Nós, profissionais e estudantes de Psicologia e das demais áreas da saúde, precisamos ir além deste tal comando e transpor o conhecimento do campo científico para nossas vidas profissionais de forma autêntica, isto é, colocando-se de fato no lugar do outro, o que inclui muitas vezes desconsiderar comandos e depor a máscara, afinal, do outro lado (ou do seu lado, melhor dizendo, o mesmo lado que o seu), seja paciente, seja cliente, está um ser humano. Espelhe-se, reflita!


Assista ao vídeo do Rudd Center For Food Policy andy Obesity retirado do blog Se Dê Conta.



Rudd Center from Valeria Palazzo on Vimeo.


Para se aprofundar no tema, assista também: 
CORPO E SAÚDE NA CONTEMPORANEIDADE
Palestra do módulo Para entender o futuro do corpo e da saúde: filosofia e psicanálise.

Maracatu

Neste ano, o grupo do 3o semestre de Estágio Básico Sócio-Educativo I, sob supervisão da prof. Laura Helena Sodré, realizou atividades na E.E. Prof. Antônio Alves Cruz, junto à comunidade e ao Programa Escola da Família, e dá uma dica para as férias: 


AULA ABERTA DE MARACATU na E.E. Prof. Antônio Alves Cruz,
das 14h às 17h, aos sábados.
R. Alves Guimarães, 1511, esq. com a  Av. Heitor Penteado – Pinheiros, 
próximo ao metrô Sumaré.

Nestas férias as atividades encerram dia 17 de dezembro e voltam em 2011, dia 08/01.


"(...) Brincar não é importante apenas na infância. Pessoas de todas idades podem ser beneficiadas, pois ajuda a descontrair, diluir a tensão de confrontos e atua como ingrediente fundamental para o raciocínio dos grupos."  Irene Sakajiri





Papéis sociais dos meninos e meninas


Meninas devem brincar de boneca, meninos de carrinho. Elas vestem rosa e eles azul.

"Regrinhas" comportamentais que nos seguem desde bem cedo. Mas como os pais devem lidar com isso com os filhos que estão descobrindo seus papéis sociais?

Muitos pais tendem a impor o sexismo para os filhos, mas isso não é a melhor maneira de mostrar as diferenças para os pequenos. De acordo a psicóloga, especialista em educação, Fernanda Araujo Cabral durante o desenvolvimento infantil, que ocorre entre os três e sete anos, as crianças passam por uma fase onde naturalmente os meninos tendem a imitar o pai e as meninas a mãe. As crianças percebem e questionam as diferenças e consequentemente buscam imitar a conduta condizente com seu sexo. Isso faz com que não seja necessário que a separação entre tarefas seja determinada pelos pais, já que a criança naturalmente percebe as diferenças entre o papel social do homem e da mulher.

"Quando os pais exigem que a criança tenha esse tipo de separação de atividades muito cedo, antes que ela possa entender a diferença entre o masculino e o feminino, ela tende a não compreender e isso pode despertar a curiosidade por realizar as ‘atividades proibidas’. Isso fica claro em exemplos como quando os pais proíbem que meninos brinquem com bonecas da irmã e as crianças são surpreendidas brincando escondido. Nesse caso o menino não está demonstrando interesse por situações sociais femininas, mas sim demonstrando curiosidade por conhecer o brinquedo proibido".

O interesse de meninos por brinquedos considerados femininos e vice-versa não quer dizer nada sobre a opção ou identificação sexual, de acordo com a especialista. "Muitas vezes damos muito valor para o objeto que a criança está brincando e esquecemos de como ela está brincando. Devemos lembrar que a imaginação da criança é sem limites e muitas vezes uma simples tampinha de garrafa pode ser o mais belo dos príncipes".

Quando não são os brinquedos, mas sim a brincadeira que é tipicamente do sexo oposto, é importante verificar a frequência. "Quando observamos tais brincadeiras tidas como "invertidas" ocorrendo sempre ou até mesmo como a única forma de brincar é importante investigarmos se a diferenciação entre os papéis de masculino e feminino estão claras para a criança e o motivo pelo qual ela está se identificando com o sexo oposto. Muitas vezes ocorre por carência da presença de um dos pais ou até mesmo como uma forma de chamar atenção. Nesses casos a ajuda profissional de um psicólogo é de grande valia, para identificarmos algum possível problema no desenvolvimento da criança".

A identificação dos papéis sociais por parte dos pequenos é importante e isso inclui não inclui só o de homem e mulher, mas também de pai, filhos, entre outros. Se os pais querem mostrar como se comportar, a melhor maneira é ser o modelo a ser copiado. É que as crianças aprendem bastante imitando. "Muito mais que o sexismo imposto pelos pais, a melhor forma de auxiliar as crianças a compreenderem as diferenças sexuais é permitir que ela observe o comportamento dos pais e os reproduza em suas brincadeiras".

Pode parecer que no caso das famílias tradicionais isso seja mais fácil, mas Fernanda explica que no casos de casas onde só há a mãe ou o pai ou ainda quando os pais são homossexuais a possibilidade de identificação social não fica comprometida. "Os modelos de masculino e feminino estão espalhados pela família (avós, tios, primos) ou pela sociedade em que a criança convive (escola, clube, condomínio)"

Sexualidade

A psicóloga afirma que a formação da sexualidade (opção sexual) ocorre na adolescência, mas o convívio com outras crianças faz com que seu filho levante questões sobre sexualidade desde cedo.

"Nessas situações é importante que os pais respondam as dúvidas com a maior naturalidade possível. Lembramos que a criança pergunta exclusivamente o que ela quer saber e muitas vezes a "maldade" está na cabeça dos pais. Para ilustrar, é comum a criança perguntar, por exemplo, de onde vêm os bebês, nesse momento ela quer saber apenas que as crianças vêm da barriga das mulheres. Se a criança se satisfizer com essa resposta não é necessário iniciar toda uma explicação sobre o ato sexual, ela naturalmente irá levantar questões sobre isso posteriormente". E conclui: "Muitas vezes os pais se assustam com perguntas sobre diferenciação sexual, mas responder às perguntas uma de cada vez, encarando a curiosidade da criança como natural e sinal de desenvolvimento, é a melhor forma de lidar com a questão".

Por Larissa Alvarez

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/papeis-sociais-dos-meninos-e-meninas-8-1-55-526.html

Vida de Maria

Por Caio Cabral

Este curta metragem retrata como a identidade cultural se constrói ao longo de gerações, e qual o lugar da escolarização dentro do contexto retratado pela animação. O curta possa ser analisado por mais de uma vertente da psicologia, mas vamos tentar aprecia-lo tomando a psicologia da aprendizagem como referencial. É interessante notar qual o papel do conhecimento formal (escolar), em detrimento do conhecimento de mundo que é necessário para a sobrevivência das Marias dentro de uma certa cultura. Sendo assim, devemos sempre pensar que o processo de aquisição do conhecimento está ligado às possibilidades e limitações do ambiente, sendo este constituído por fatores culturais e históricos. A partir desta premissa, devemos pensar sobre como se dá a construção da inteligência no indivíduo.
Esta é a minha visão. Qual é a sua?


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