Marcha do Boleto 05/08
Por Natalia Bonfim
No dia 05 de agosto, na Av. Liberdade, 899, a partir das 19h será realizada a Marcha do Boleto, ou ainda a Parada dos Sem Boleto! Os alunos reivindicam o mínimo e o básico: boleto bancário, já que todo mês tem de enfrentar filas enormes para pagar a faculdade. Mas isso é apenas uma das questões. A outra diz respeito à segurança dos alunos, que portam cheque ou dinheiro da mensalidade todo mês, correndo perigo desnecessário.
A questão da politicagem por trás disso nos é desconhecida e nos interessa sim, é claro, pois nos afeta, a nós alunos, que muitas vezes perdemos aulas para ficar na fila da tesouraria. Afeta também os professores, que acabam com uma turma reduzida em dias de pagamento, afetando o andamento das aulas, sendo, portanto, uma questão que interessa a todos (dos ladrões de rua aos ladrões de gabinete, inclusive).
Exigimos da reitoria uma atitude já!!!
Acompanhe o evento através do link no facebook: MARCHA DO BOLETO
As cinco fases do luto - Elisabeth Kübler-Ross
A reação psíquica determinada
pela experiência da morte (perda), foi descrita por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro "Sobre a morte e o morrer" tendo
cinco estágios:
1. Negação e Isolamento: são mecanismos de defesa temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e
duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria
pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa
dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.
2. Raiva: surge devido à impossibilidade do Ego manter a
Negação e o Isolamento. Nessa fase a pessoa expressa raiva por aquilo que
ocorre, geralmente essas emoções são projetadas no ambiente externo, os
relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado. Junto
com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.
3. Barganha: acontece após a pessoa ter deixado de
lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu.
Nessa fase busca-se fazer algum tipo de acordo de maneira que as coisas possam
voltar a ser como antes. Começa uma tentativa desesperada de negociação com a
emoção ou com quem achar ser o culpado de sua perda. Promessas, pactos e outros
similares são muito comuns e muitas vezes ocorrem em segredo.
4. Depressão: Nessa fase ocorre um sofrimento profundo.
Tristeza, desolamento, culpa, desesperança e medo são emoções bastante comuns.
É um momento em que acontece uma grande introspecção e necessidade de
isolamento, aparece quando a pessoa começa a tomar consciência de sua
debilidade física, já não consegue negar as condições em que se encontra
atualmente, quando as perspectivas da perda são claramente sentidas.
Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou agredir e
se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento
de grande perda.
5. Aceitação: nesse estágio a pessoa já não experimenta o
desespero e não nega sua realidade. As emoções não estão mais tão à
flor da pele e a pessoa se prontifica a enfrentar a situação com consciência
das suas possibilidades e limitações. Claramente o que interessa é que o
paciente alcance esse estágio de aceitação em paz e com dignidade, mas a
aceitação não deve ser confundida com um estágio feliz, ela é quase destituída
de sentimentos.
Kübler-Ross
originalmente aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal
catastrófica, desde a morte de um ente querido até o divórcio, qualquer
mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios. Também alega que
estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem, nem todos são experimentados
pelas pessoas, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois.
KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a morte e o morrer: o que os doentes têm para ensinar aos médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes. São Paulo, Martins Fontes, 1996. - RESUMO DO LIVRO
KOVÁCS, Maria Júlia. Morte e desenvolvimento humano. São Paulo, Casa do Psicólogo, 1992.
KOVÁCS, Maria Júlia. Morte e desenvolvimento humano. São Paulo, Casa do Psicólogo, 1992.
#Entrevistando Psicólogos - 3ª entrevista
Nome: Miriam Aparecida Herrera Fernandes
Formada em: 1980
Formada em: 1980
1. Quando começamos o curso, todos perguntam por que escolhemos Psicologia. Hoje, afinal, você consegue responder esta pergunta? Em que outras carreiras pensou?
Pensei em Psiquiatria, mas só de pensar em fazer Medicina me dava arrepios, então fui fazer Psicologia e acabei me orientando para a área da saúde mental e social, ainda bem!!!!
2. Como foi entrar no mercado de trabalho?
Díficil, trabalhei em consultório com os amigos logo após formada, mas trabalhando em meio período em outra área, até que fiz concurso público e passei na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - no Hospital de Juqueri, depois fui dar aula na Unisa e depois FMU, por indicação de amigo.
3. Em qual ou quais áreas atua hoje?
Atendo em consultório, traballho na área de saúde mental em serviço público e dou aulas de Psicologia Social e supervisão de estágio em Psicologia Preventiva e da Saúde.
4. Teve alguma experiência profissional ruim em que pensou: "isso não é para mim"? Se puder conte também alguma experiência em que se sentiu realizado.
4. Teve alguma experiência profissional ruim em que pensou: "isso não é para mim"? Se puder conte também alguma experiência em que se sentiu realizado.
Trabalhei pouco tempo logo após formada em um Psicotécnico, não gostei. Tive, graças a Deus, várias experiências em que me senti realizada. Um caso que atendo até hoje é de uma mulher que comecei a atender quando ainda era jovem, com 03 tentativas de suicídio. Hoje ela é mãe, cuida muito bem de seu filho, não sem neuras, e começou a trabalhar exatamente hoje, isso tudo com muita dificuldade, mas é muito prazeroso poder acompanhar tudo isso, as vezes tenho dúvidas, mas no computo geral acho que ela vai muito bem. Um bonito trabalho o nosso, meu e dela, apesar de todas as dificuldades.
5. Uma palavra, uma frase ou mensagem aos estudantes de Psicologia. Qual a sua?
Amem a vida apesar das baixas, ela que nos conduz adiante apesar de todas as dificuldades! Cada dia é um dia a partilhar com nossos parceiros: amigos, pacientes, amantes, maridos, namorados, familiares, pessoas que conhecemos na rua, pessoas que cuidam de nós e nossos amados bichos, todos precisam de nós e nós precisamos deles! Parece simples, mas é um trabalho diário difícil esse: viver. Um abraço, Miriam Fernandes.
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