Papéis sociais dos meninos e meninas


Meninas devem brincar de boneca, meninos de carrinho. Elas vestem rosa e eles azul.

"Regrinhas" comportamentais que nos seguem desde bem cedo. Mas como os pais devem lidar com isso com os filhos que estão descobrindo seus papéis sociais?

Muitos pais tendem a impor o sexismo para os filhos, mas isso não é a melhor maneira de mostrar as diferenças para os pequenos. De acordo a psicóloga, especialista em educação, Fernanda Araujo Cabral durante o desenvolvimento infantil, que ocorre entre os três e sete anos, as crianças passam por uma fase onde naturalmente os meninos tendem a imitar o pai e as meninas a mãe. As crianças percebem e questionam as diferenças e consequentemente buscam imitar a conduta condizente com seu sexo. Isso faz com que não seja necessário que a separação entre tarefas seja determinada pelos pais, já que a criança naturalmente percebe as diferenças entre o papel social do homem e da mulher.

"Quando os pais exigem que a criança tenha esse tipo de separação de atividades muito cedo, antes que ela possa entender a diferença entre o masculino e o feminino, ela tende a não compreender e isso pode despertar a curiosidade por realizar as ‘atividades proibidas’. Isso fica claro em exemplos como quando os pais proíbem que meninos brinquem com bonecas da irmã e as crianças são surpreendidas brincando escondido. Nesse caso o menino não está demonstrando interesse por situações sociais femininas, mas sim demonstrando curiosidade por conhecer o brinquedo proibido".

O interesse de meninos por brinquedos considerados femininos e vice-versa não quer dizer nada sobre a opção ou identificação sexual, de acordo com a especialista. "Muitas vezes damos muito valor para o objeto que a criança está brincando e esquecemos de como ela está brincando. Devemos lembrar que a imaginação da criança é sem limites e muitas vezes uma simples tampinha de garrafa pode ser o mais belo dos príncipes".

Quando não são os brinquedos, mas sim a brincadeira que é tipicamente do sexo oposto, é importante verificar a frequência. "Quando observamos tais brincadeiras tidas como "invertidas" ocorrendo sempre ou até mesmo como a única forma de brincar é importante investigarmos se a diferenciação entre os papéis de masculino e feminino estão claras para a criança e o motivo pelo qual ela está se identificando com o sexo oposto. Muitas vezes ocorre por carência da presença de um dos pais ou até mesmo como uma forma de chamar atenção. Nesses casos a ajuda profissional de um psicólogo é de grande valia, para identificarmos algum possível problema no desenvolvimento da criança".

A identificação dos papéis sociais por parte dos pequenos é importante e isso inclui não inclui só o de homem e mulher, mas também de pai, filhos, entre outros. Se os pais querem mostrar como se comportar, a melhor maneira é ser o modelo a ser copiado. É que as crianças aprendem bastante imitando. "Muito mais que o sexismo imposto pelos pais, a melhor forma de auxiliar as crianças a compreenderem as diferenças sexuais é permitir que ela observe o comportamento dos pais e os reproduza em suas brincadeiras".

Pode parecer que no caso das famílias tradicionais isso seja mais fácil, mas Fernanda explica que no casos de casas onde só há a mãe ou o pai ou ainda quando os pais são homossexuais a possibilidade de identificação social não fica comprometida. "Os modelos de masculino e feminino estão espalhados pela família (avós, tios, primos) ou pela sociedade em que a criança convive (escola, clube, condomínio)"

Sexualidade

A psicóloga afirma que a formação da sexualidade (opção sexual) ocorre na adolescência, mas o convívio com outras crianças faz com que seu filho levante questões sobre sexualidade desde cedo.

"Nessas situações é importante que os pais respondam as dúvidas com a maior naturalidade possível. Lembramos que a criança pergunta exclusivamente o que ela quer saber e muitas vezes a "maldade" está na cabeça dos pais. Para ilustrar, é comum a criança perguntar, por exemplo, de onde vêm os bebês, nesse momento ela quer saber apenas que as crianças vêm da barriga das mulheres. Se a criança se satisfizer com essa resposta não é necessário iniciar toda uma explicação sobre o ato sexual, ela naturalmente irá levantar questões sobre isso posteriormente". E conclui: "Muitas vezes os pais se assustam com perguntas sobre diferenciação sexual, mas responder às perguntas uma de cada vez, encarando a curiosidade da criança como natural e sinal de desenvolvimento, é a melhor forma de lidar com a questão".

Por Larissa Alvarez

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/papeis-sociais-dos-meninos-e-meninas-8-1-55-526.html

Vida de Maria

Por Caio Cabral

Este curta metragem retrata como a identidade cultural se constrói ao longo de gerações, e qual o lugar da escolarização dentro do contexto retratado pela animação. O curta possa ser analisado por mais de uma vertente da psicologia, mas vamos tentar aprecia-lo tomando a psicologia da aprendizagem como referencial. É interessante notar qual o papel do conhecimento formal (escolar), em detrimento do conhecimento de mundo que é necessário para a sobrevivência das Marias dentro de uma certa cultura. Sendo assim, devemos sempre pensar que o processo de aquisição do conhecimento está ligado às possibilidades e limitações do ambiente, sendo este constituído por fatores culturais e históricos. A partir desta premissa, devemos pensar sobre como se dá a construção da inteligência no indivíduo.
Esta é a minha visão. Qual é a sua?


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INTERUNESP

Por Fernanda Araújo

Ano de 2010, século XXI. Orgulhamos-nos veementemente de considerar ultrapassado o período de grandes barbáries como as guerras mundiais, nos auto proclamando a sociedade da diversidade. Ainda temos orgulho de ressaltar que é justamente em nome da educação que conseguiremos atingir o maior estágio de civilidade da população.

Porém pergunto-me que educação é esta se um dos maiores expoentes da educação superior do Brasil tem seu nome manchado por preconceito e barbárie, ocorridos num evento que se intitula uma ode à cultura e aos esportes. Àqueles que não sabem do que estou falando, é bom divulgar para o conhecimento e indignação geral, alunos da UNESP realizaram durante o INTERUNESP 2010 o que eles alienadamente denominaram de brincadeira, o “Rodeio das Gordas”, no qual seres humanos  do sexo masculino (se é que assim podemos classificá-los) aproximavam-se de mulheres que consideravam com o corpo fora dos padrões sociais vigentes, e fingiam iniciar uma paquera. Num dado momento, pulavam sobre as mulheres e tentavam se manter sobre estas, como se estivessem em um rodeio.

Não se trata aqui de apenas localizar os culpados e infringir sobre eles toda a culpa, condenando-os a execração. Mas sim é o momento de pararmos para pensar como nosso sistema educacional lida com preconceitos. Quais padrões e valores estão sendo difundidos de maneira que tenhamos tão abominável manifestação de preconceito. Deixo aqui algumas questões para nós:

Nós PROFESSORES, o que estamos discutindo e promovendo aos nossos alunos?

Nós PSICÓLOGOS, que sociedade é essa em que estamos vivendo, fruto de tamanho recalque que culmina em explosões descabidas e inumanas. O que faremos enquanto classe profissional?

Nós ESTUDANTES que convivemos com estas pessoas?

Nós PESSOAS, até quando iremos reproduzir os horrores e erros bárbaros de nossos antepassados?


Tiras & Charges - parte 2









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Aprendizagem - Culinária

O desafio é cada grupo* elaborar um plano de ensino e aprendizagem, baseado na teoria construtivista ou associacionista. Os temas escolhidos foram: culinária, reciclagem, origami, introdução à prática instrumental, processos cognitivos, higiene, combate à dengue e técnicas de beisebol.

Veja o vídeo feito e apresentado por um dos grupos.


Culinária com Thamires, Ana Paula, Elaine
e o aluno Japa.




* 3o. semestre 2010

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