Ser psicólogo e a Psicologia

Ser Psicologo
por Walmir Monteiro

"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar, 
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio. 
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação 
de que temos instrumentos capazes de 
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas 
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem. 
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim. 

E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que 
não tinha com quem contar para dividir sua solidão, 
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue 
realmente se conhecer e se aceitar."



"Todo mundo deveria ir ao psicólogo pelo menos uma vez por ano, para fazer um check-up geral."
Kléber Novartes

Tiras & Charges - parte 5


"Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo"


O superego de Mafalda


Defesas nossas de cada dia


Compulsão à repetição


Dia do Psicólogo

De tudo que já vi nas redes sociais, isto é o de mais sensato, uma mensagem curta e clara de Ana Maria Bock, sobre a Psicologia enquanto Ciência e Profissão. Por isso a escolha destas palavras neste dia 27 de agosto, dia do Psicólogo. E nas minhas palavras, um convite ao estudante de Psicologia: pense não apenas no profissional que você deseja ser, mas também no profissional que você NÃO deseja ser. Extravase a teoria, participe de atividades fora da faculdade que permitam que você obtenha um olhar mais amplo sobre fenômenos diversos. E, por fim, faça terapia!!! Parte do que você precisa para uma boa formação está dentro da faculdade e outra parte (tão importante quanto), fora dela.





Tudo tão Freud

Este vídeo é a apresentação do trabalho de um grupo de psicologia da Universidade Católica Dom Bosco, localizada em Campo Grande - Mato Grosso do Sul, para a disciplina de teoria e técnica psicanalítica.

Eles merecem mais do que, simplesmente parabenizações, merecem a divulgação do belíssimo e lúdico trabalho que realizaram.




"Diz pra ficar mudo
O libido, o recalque.
Tira essa loucura
Que eu quero, o ID e o EGO.

Trama de um  inconsciente 
Punciona o instinto.
O alivio e o prazer
Não vão me conquistar...

Uh... porque o SUPEREGO faz isso..."

Reflexões Humanistas – Carl Rogers


Segundo post da série - Reflexões Humanistas

 ·        Como poderei criar uma relação de ajuda?


1- Poderei conseguir ser de uma maneira que possa ser apreendida pelo outro como merecedora de confiança, como segura ou consistente no sentido mais profundo do termo? Tanto a investigação como a experiência nos indicam que isso é muito importante e, com o decorrer do tempo, encontrei respostas que julgo serem melhores e mais profundas para esta questão. Parecera-me que se apresentasse todas as condições exteriores que inspirassem confiança – a pontualidade nas entrevistas, o respeito pela natureza confidencial das entrevistas, etc. – e se eu agisse da mesma maneira durante as entrevistas , estas condições estariam cumpridas. A experiência, porém, ensinou-me que, por exemplo, o fato de me comportar com uma atitude permanente de aceitação  se na realidade me sentir irritado, cético ou com qualquer outro sentimento de não aceitação, acabaria que fosse considerado com inconsistente ou não merecedor de confiança. Comecei a reconhecer que ser digno de confiança não implica ser coerente de uma forma rígida, mas sim que se possa confiar em mim como realmente sou. Empreguei o termo “congruente” para descrever o modo como eu gostaria de ser. Com este termo pretendo dizer que qualquer atitude ou sentimento que esteja experienciando se adapta a consciência que tenho desse sentimento ou dessa atitude. Quando isso é verdade, então eu sou nesse momento uma pessoa unificada e integrada e é então que posso ser quem sou no mais intimo de mim mesmo. Esta é uma realidade que, por experiência, proporciona aos outros confiança.
Carl Rogers – Tornar-se Pessoa


Reflexões Humanistas – Carl Rogers

Primeiro post da série - Reflexões Humanistas

·        O que são relações de ajuda?

“Entendo por esta expressão uma relação na qual pelo menos uma das partes procura promover na outra o crescimento, o desenvolvimento, a maturidade, um melhor funcionamento e uma maior capacidade de enfrentar a vida. O outro, neste sentido, pode ser, quer um indivíduo, quer um grupo. Em outras palavras, a relação de ajuda pode ser definida como uma situação na qual um dos participantes procura promover no numa ou noutra parte, ou em ambas, uma maior apreciação, uma maior expressão e uma utilização mais funcional dos recursos internos latentes do indivíduo.
É, no entanto, claro que uma definição deste gênero abrange toda uma série de relações cujo objetivo geral é facilitar o crescimento. Ela inclui, sem sombra de dúvida, as relações da mãe ou do pai com seu filho, a relação do médico com o doente, do terapeuta com seu cliente e do professor com seu aluno.”
Carl Rogers – Tornar-se Pessoa